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15 de jun de 2009

Eleições no Irã - 35 imagens


Na última sexta-feira, 12 de junho, ocorreu no Irã a eleição presidencial. Os dois candidatos favoritos eram o atual presidente Mahmoud Ahmadinejad e o ex-premiê Mir Hussein Moussavi. Antes do pleito as pesquisas apontavam para uma possível vitória apertada de Ahmadinejad no 1º turno, o que levaria a disputa para o 2º turno. Porém, o que aconteceu após a divulgação dos resultados não confirmou a previsão das pesquisas eleitorais: Ahmadinejad foi eleito com 62% dos votos e reeleito para mais quatro anos de governo.

Moussavi, o candidato derrotado, afirmou que houve fraude nas apurações e pediu anulação do pleito. Ahmadinejad respondeu com seu estilo retórico, dizendo que a oposição não sabe perder e reconhecer a vitória do adversário. Em toda a história da República Islâmica do Irã, nunca um presidente deixou de ser reeleito. Compareceram as urnas 84% da população apta a votar, um novo recorde. O resultado da reeleição de Ahmadinejad, não foi aceito pela população da capital Teerã, e uma onde de manifestações e protestos estourou na cidade. Até o momento, centenas de manifestantes foram detidos pela polícia.

Antes da eleição muitos analistas acreditavam que Moussavi poderia vencer a eleição. Ele é bem visto pelo ocidente, tem forte apelo com a população jovem, ideias mais liberais e afirma que aproximaria o país do mundo ocidental. Conseguiu apoio da classe média, das mulheres, dos jovens e dos iranianos pró-ocidente. A cor da sua campanha, o verde, inundou as ruas de Teerã e ele próprio chegou a se dizer “presidente eleito” do Irã.

Ahmadinejad dispensa apresentações. Desde 2005 é o presidente do Irã e tem forte apoio dos religiosos, dos mais pobres e da população do interior. Conservador e capaz de falar o que lhe vem a mente, chegou a bater de frente com ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, iniciou um programa de enriquecimento de urânio em busca de energia nuclear e transformou Israel no seu alvo preferido, afirmando que o Holocausto é um mito e que o Estado Judeu deveria ser varrido do mapa.



Para ser eleito presidente do Irã o candidato deve enfrentar as urnas e ter o apoio do Aiatolá Khamenei, o líder supremo do país e maior autoridade nacional. Devido ao seu conservadorismo religioso Ahmadinejad é bem visto pelo Aiatolá Khamenei, que o apoiava antes do pleito. Partidário de Moussavi acusam o governo de ter fraudado a eleição, o que é bem possível de ter ocorrido. Em muitos lugares do país eleitores não puderam votar por causa de problemas nos locais de votação. Se fraudes já ocorreram no país mais democrático do mundo (nos Estados Unidos, em 2000, na primeira eleição de George W. Bush), podem acontecer em qualquer lugar do mundo.

Cansados pela censura imposta pelo atual presidente, a população jovem de Teerã continua a se manifestar e protestar nas ruas da capital, que virou uma praça de guerra. Resta agora saber se esses jovens, que querem uma maior aproximação com a cultura ocidental terão forças para forçar uma revisão desta eleição ou serão calados pela truculência policial. Interferências políticas internacionais também não estão descartas e muitos esperam elo pronunciamento oficial do presidente americano Barack Obama. Em breve teremos uma resposta.































Fonte do texto: Blogdacomunicação

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