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30 de jul de 2009

Africanos albinos


A falta de pigmentação na pele, de que padecem esses seres humanos, é um estigma em muitos países na África. Com freqüência, eles são acusados de bruxaria e sofrem o repúdio de suas comunidades e familiares...

Mas nos últimos tempos se iniciou uma monstruosa crença que, alimentada pelo fetichismo e pela superstição, faz deles vítimas de um contrabando macabro. O massacre resulta de que os curandeiros tribais da zona [Leste africano] preparam supostas poções mágicas a partir do sangue e de partes do corpo dessas pessoas, para ajudar aqueles que as ingerem a conseguir riquezas.

Segundo o tenebroso costume, um menino albino é uma “maldição”, e por isso esses vivem como vítimas de doenças e afastados da sociedade. Mas seus braços, pernas, cabelo, pele e genitais têm subido de preço no mercado africano da magia negra.

Na Tanzânia, um país de 39 milhões de habitantes, se estima que há cerca de 270 mil albinos. No último mês, ao menos 15 deles foram assassinados ou mutilados. A prática macabra cruzou a fronteira para o Burundi, ao ponto em que um grupo de 50 albinos teve de refugiar-se em um centro rural feito para eles pelas autoridades, longe de seus captores inescrupulosos.

O albinismo é uma condição do organismo causa pela deficiência de melanina, substância que se encarrega de dar pigmentação à pele. Segundo puderam determinar as autoridades da Tanzânia, estes crimes estão associados ao setor da mineração porque, segundo certas superstições, as partes dos albinos dão boa sorte, seja para escapar da morte nas minas ou para encontrar os melhores depósitos de minérios.

Segundo declarações de Samuel Mluge, presidente da Associação dos Albinos da Tanzânia (TAS, em inglês), este gravíssimo problema vai mais além de suas possibilidades de ação, e o mais perigoso é que ele está se estendendo e precisa ser combatido pelas autoridades da União Africana. Só no mês de outubro foi detida meia centena de bruxos e pessoas envolvidas nos ataques a albinos, que se somam às mais de cem detenções desde abril, quando Benjamin Mkapa, o presidente da Tanzânia, condenou a prática e designou uma parlamentar com albinismo para defender os direitos da comunidade marginalizada. Reagrupados e logo em seguida encerrados em centros assistenciais com proteção policial dia e noite, esses seres humanos, que agora vivem aterrorizados pelo risco que correm, só pedem ajuda.






Um comentário:

  1. nunca tinha vistom um africano albino em toda a minha vida

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