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18 de jul de 2009

A transformação da cigarra - 10 imagens


O ciclo de vida da cigarra obedece a um roteiro que praticamente tem início quando as fêmeas adultas são fecundadas pelos machos durante o período em que eles estão em grande agitação, promovendo sua intensa cantoria. Logo após a postura elas morrem, deixando os ovos depositados nos ramos e folhas das árvores, e quando estes eclodem, as ninfas descem e se enterram no chão, aonde, dependendo da espécie, permanecem de 4 a 17 anos, sobrevivendo graças à seiva sugada das raízes. Depois desse período elas cavam túneis, abandonam o solo, sobem nas árvores e aí sofrem uma metamorfose denominada ecdise, ou muda, tornando-se adultas e prontas para o acasalamento que ocorre no Brasil na época da primavera, entre setembro e novembro, quando várias espécies se entregam à derradeira tarefa, que é a da reprodução.

Entre os insetos as cigarras são as únicas que produzem o som estridente que todos conhecem. Algumas das espécies maiores conseguem atingir os 120 decibéis com facilidade, enquanto outras menores realizam a proeza de alcançar uma sonoridade tão aguda que seu canto simplesmente não é percebido pelo ouvido humano, embora cachorros e outros animais possam chegar a uivar de dor por causa dele. O mecanismo usado pelas cigarras é complexo: os timbais (de timbales) são um par de membranas localizadas no abdome, que se contraem e relaxam em conseqüência da contração e descontração muscular, originando o som que por sua vez é amplificado por bolsinhas de ar O que os cientistas não conseguiram entender até ho-je, é como esse mecanismo produz um barulho tão estridente.

E bota estridente nisso! Porque até mesmo as cigarras se protegem contra o volume intenso de seu próprio canto. Tanto o macho como a fêmea dessa espécie de insetos possuem um par de grandes membranas que funcionam como orelhas. Elas são os tímpanos, conectados ao órgão auditivo por um pequeno tendão que reage quando o macho canta, dobrando-os para que o som alto não lhes provoque danos. O que pouca gente sabe é que esse canto agudo e penetrante tem dupla utilidade: além de atrair uma parceira, ele mantém os pássaros distantes, pois além de ser doloroso ao ouvido sensível das aves, também interfere em sua comunicação, dificultando a caça em grupo.









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