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28 de ago de 2009

Raras fotografias de animais extintos

Foto do Thylacine yawning: Observe a abertura incomum da boca desse animal:

De panteras a pandas, de rinocerontes a tigres, diminuindo o número de animais se fala da necessidade de intensificar os esforços de conservação - se não é já demasiado tarde. Como uma espécie de grito de alerta, seguem abaixo sete espécies de megafauna extinta capturados por câmeras. Como a fotografia moderna tenha apenas sido inventado na década de 1820, esses instantâneos são um lembrete chocante da situação precária de muitas espécies que ainda restam no planeta.

1 - O Tarpan


Cavalos selvagens foram difundidos na Ásia e Europa em épocas pré-históricas, mas as vastas manadas foram se esgotando através das caçadas e capturas para domesticação. O Tarpan (cavalo selvagem da Tartária) sobreviveu até 1850 na Ucrânia, Polônia e Hungria, países de onde se originou. Acredita-se que seja o antecessor do cavalo Árabe e de outros puros-sangues. Pequeno, tímido e veloz, o Tarpan possuía uma pelagem longa e de tonalidade cinzento-pálida, com uma faixa negra sobre o dorso. A crina era ereta e a cauda coberta por pêlos longos e ásperos. Evoluiu durante a época glacial, quando os cavalos que viviam em florestas foram forçados a se deslocar para o sul, onde, então, cruzaram-se com os animais locais, que viviam em planícies. Desde 1932, esforços têm sido desenvolvidos no sentido de recriar o Tarpan, e vários parques zoológicos já possuem grupos de Tarpans. Os pequenos cavalos representados nas pinturas de cavernas em Lascaux, França, são, quase certamente, Tarpans.

Consegui descobrir que eles não estão extintos.
Cavalo Tarpan
Este cavalo parece o encontrado em desenhos do homem pré-histórico, em cavernas da França e da Espanha. Conhecida por seu temperamento amigável, a espécie foi extinta quando as regiões de floresta que os animais habitavam foram devastadas. O último Tarpan morreu em 1876, na Rússia. Seis décadas depois, em 1933, dois zoólogos alemães conseguiram recriar o animal por meio de cruzamentos de espécies que descenderam dele, especialmente alguns tipos de pôneis. O Tarpan tem a cabeça larga e as costas pequenas e fortes. Atualmente, a maioria deles vive na Polônia. Lá, o governo criou uma reserva para cavalos descendentes dos Tarpans.

2 - O Quagga

O Quagga (Equus quagga quagga) é um mamífero equídeo extinto, relacionado com a zebra da planície (Equus quagga burchelli). Muito numerosos no passado, os quaggas viviam na África do Sul na região do Cabo e de Orange. Ao contrário das zebras, estes animais apresentavam listas apenas na metade da frente do corpo, enquanto que os costados eram de cor castanha lisa. A extinção dos quagga deveu-se à caça massiva pelos colonos Boer, que procuravam a sua carne e pele. O facto de se alimentarem nas pastagens que pretendiam para o seu gado foi também um factor que levou ao extermínio. O último animal foi caçado em 1878 e o último exemplar morreu no Jardim Zoológico de Amesterdã em 1883.

Inicialmente, o quagga foi classificado numa espécie (E. quagga) separada da zebra da planície (E. burchelli). Estudos genéticos revelaram no entanto que estes animais são na verdade sub-espécies, reclassificadas na espécie quagga, que tinha a prioridade de acordo com as regras de nomenclatura científica. O The Quagga Project ("O projeto Quagga"), graças à diversidade genética da zebra da planície e a sua proximidade ao quagga, conseguiu reconstruir um animal muito semelhante ao quagga através de cruzamentos seleccionados e que foram libertados na natureza.

3 - O tigre de Java

Características

Tal como os tigres-de-sumatra, apresentava uma pelagem mais escura em relação aos tigres do continente, tendo um aspecto mais delgado. Pesava entre 80 a 120 quilos, sendo a segunda menor subespécie de tigre, só perdendo para o tigre-de-bali e pesando menos da metade do tigre-siberiano.

Extinção

Na ilha Java foram encontrados fósseis de tigres primitivos (Panthera tigris trinilensis), de 1,2 milhões de anos atrás.

Porém os modernos tigres-de-java não descendiam destes, e sim de uma onda migratória vinda do Sudeste Asiático, ocorrida entre o final do Pleistoceno e começo do Holoceno. Até o final do século XIX foram abundantes na ilha, quando a população humana começou a crescer em Java e como resultado as áreas de florestas foram sendo destruídas para dar lugar a plantações e cidades. Além disso os tigres passaram a ser caçados por sua pele, por esporte e para defender os rebanhos dos fazendeiros, e suas presas tradicionais também tiveram seus números reduzidos.

Como resultado, o tigre passou a competir com outros predadores da ilha como os leopardos e cães selvagens. Em um período de menos de 100 anos, o tigre-de-java passou de ser considerado uma peste a um animal em perigo.

Na década de 1950 a população total de tigres estava reduzida a entre 20 a 25 indivíduos espalhados por toda a ilha, tendo sido extintos em 1960 do parque nacional Udjung Kulon, famosa reserva natural de Java, aonde sobrevivem os últimos rinocerontes da ilha.

O último bastião dos tigres em Java foi uma área remota e montanhosa do sudeste da ilha chamada Meru-Betiri, que em 1972 passou a ser protegido. No mesmo ano houve o último registo visual de tigres na zona, e em 1979 foram vistos pela última vez umas pegadas que poderiam corresponder a três indivíduos diferentes.

Desde então não tem havido mais evidências confiáveis da existência do grande felino em Java, apesar da existência de alguns supostos registos visuais em Meru-Betiri que provavelmente correspondem na realidade a leopardos.

Em cativeiro

Sabe-se que houve tigres-de-java nos zoológicos de Roterdã, Berlim e em várias cidades da Indonésia, porém todas as evidências dos mesmos se extinguiram durante a Segunda Guerra Mundial. As reservas criadas em Java a partir dos anos 1940 eram demasiadamente pequenas para sustentar uma população viável de tigre e portanto foram incapazes de salvá-los.

4 - O Tigre do Cáspio


O tigre-do-cáspio (Panthera tigris virgata) é uma das 8 subespécies de tigre. Esta subespécie é dada como extinta desde os anos 1960, porém existem casos de registos visuais não-confirmados no Irã e na Turquia.
O tigre-do-cáspio era a subespécie de tigre mais ocidental. Sua distribuição se estendia desde o Curdistão (Leste da Turquia e Norte do Iraque) a oeste, até o oeste da China (província de Xinjiang), passando pelos montes Cáucaso (Geórgia, Armênia, Azerbaijão e algumas repúblicas russas do Cáucaso, tais como Daguestão e Chechênia), Norte do Irã, Afeganistão, antiga Ásia Central soviética (Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Quirguistão e Tajiquistão) e Mongólia. Sem contar que em algumas ocasiões foi visto uma área próxima a Barnaul, no sudoeste da Sibéria.
De todas as 9 subespécies de tigre, essa era a terceira maior subespécie, perdendo apenas para o tigre-siberiano e o tigre-de-bengala. Além disso era o quarto maior felino existente, perdendo também para o leão-do-atlas.

A pelagem desta subespécie era amarelo-dourada, um pouco mais clara que a do tigre-de-bengala e mais com áreas brancas no ventre e na cara. As listras tinham uma coloração marrom de tonalidades diferentes e inclusive ficavam amareladas nas zonas brancas próximas ao ventre. No inverno, o pêlo crescia bastante para suportar o clima frio das montanhas da Ásia Central, tal como nos tigres siberianos.

O corpo era bastante robusto e algo alargado, com patas fortes e bem desenvolvidas com garras excepcionalmente largas, maiores que as de qualquer outro tigre. Isto permitia aos tigres-do-cáspio percorrerem grandes distâncias. Esta subespécie, ao contrário das outras, emigrava todo ano, seguindo as manadas de suas presas. Por conta disso os cazaques o conheciam como "leopardo viajante", em contraste com o autêntico leopardo que ainda existe no Turcomenistão e é sedentário. A cauda, por sua vez, era muito curta e sulcada por listras brancas e pardo-amareladas alternadas.
Ao longo do século XIX grande parte da área aonde vivia o tigre-do-cáspio foi anexada pelo Império Russo. No começo do século XX, o governo russo declarou que não havia lugar para o tigre na região, já que queria implementar um programa de colonização da região. A partir de então trabalhou pesado para erradicar os tigres da região, chegando ao ponto de mandar o exército russo para exterminar todos os tigres encontrados ao redor da área do Mar Cáspio.

Tal projeto teve grande sucesso e, após o extermínio dos tigres, as florestas foram desmatadas, dando lugar a plantações de arroz e algodão. Devido a intensa caça e ao forte desmatamento, o tigre-do-cáspio primeiro recuou das planícies para as áreas de florestas, depois para os pântanos ao redor de alguns grandes rios e finalmente para as montanhas, até ser extinto completamente. Na antiga União Soviética, o último bastião do tigre-do-cáspio foi a região de Tigrovaya Balka, no Tajiquistão, aonde foram vistos pela última vez nos anos 1950.

Não existe um consenso quanto à data exata de sua extinção. Alguns afirmam que o último tigre-do-cáspio foi morto no parque nacional do Golestão (Irã) ou no norte do Irã em 1959. Ainda existem indícios de um assassinato documentado de um exemplar desta subespécie nos anos 1970 em Uludure, no leste da Turquia. Outros dizem que o último tigre-do-cáspio foi capturado e morto em 1997 no norte do Afeganistão. A data mais aceita é o final dos anos 1950.

O Tigre de Cáspio não está extinto segundo testes de ADN, pois segundo testes feitos ao seu ADN , quando comparado com as restantes subespécies de Tigre, verificou-se que na prática o Tigre de Cáspio e o Tigre da Sibéria são a mesma subespécie........

5 - O Sírio Wild Ass

O último membro dessa espécie morreu no zoológico de Schönbrunn, em Viena em 1928. Anteriormente ocupando as montanhas, desertos e estepes entre a Palestina e no Iraque, esse burro selvagem desapareceu do deserto da Síria, durante o século 18, não ajudado pela guerra entre a Palestina e a Síria.

6 - O Hartebeest Bubal


O Bubal Hartebeest foi um magnífico animal, uma vez que foi bastante difícil a sua domesticação pelos antigos egípcios, como fonte de alimento e para fins sacrifício. A criatura foi sequer mencionada no Antigo Testamento. Embora uma vez levado a toda a África do Norte e do Oriente Médio, existia muita mitologia que rodeava o animal e mesmo assim não foi suficiente para salvá-lo de caçadores europeus, que começaram a caça para fins recreativos e de carne. O último Bubal Hartebeest foi provavelmente uma fêmea que morreu no Zoológico de Paris em 1923.

7 - O tilacino


O tilacino, mais conhecido como lobo-da-tasmânia ou tigre-da-tasmânia, foi o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos. Acredita-se que se tornou extinto no século XX. Foi o último membro de seu género, Thylacinus, ainda que diversas espécies relacionadas tenham sido encontradas em registros de fósseis datando desde ao início do Mioceno.
Os tilacinos foram extintos da Austrália continental milhares de anos antes da colonização europeia do continente, mas sobreviveu na ilha da Tasmânia junto com diversas espécies idênticas, incluindo o diabo-da-tasmânia. A caça intensiva encorajada por recompensas por os considerarem uma ameaça aos rebanhos é geralmente culpada por sua extinção, mas outros factores que contribuíram podem ter sido doenças, a introdução de cães, dingos e a intrusão humana em seu habitat. O último registo visual conhecido ocorreu em 1932 e o último exemplar morreu no Zoológico de Hobart em 7 de Setembro de 1936. Apesar de ser oficialmente classificado como extinto, relatos de encontros ainda são reportados.
Como os tigres e lobos do hemisfério norte, dos quais herdou dois de seus nomes comuns, o tilacino era o predador-alfa da cadeia alimentar. Como um marsupial, não era relacionado a estes mamíferos placentários, mas devido a convergência evolutiva, ele demonstrava as mesmas formas gerais e adaptações. Seu parente mais próximo é o diabo-da-tasmânia.
O tilacino era um dos dois únicos marsupiais a ter um marsúpio em ambos os sexos (o outro é a cuíca-d'água). O macho tinha uma bolsa que agia como um revestimento protector, protegendo os órgãos externos do macho enquanto ele corria através de mata fechada.

7 comentários:

  1. Senti a mesma sensação de um soco na boca do estômago, de imaginar que Deus criou essas espécies e nós com o nosso egoísmo os destruimos... Quando o ser humano vai mudar? Triste...

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  2. O detalhe amigo "cristão" é que animais somem e surgem "todo dia" com ou sem nossa interferencia... é presunção demais culpar o homem de tudo.

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  3. De tudo sim. Porém é obvio que a maior causa somos nós invadindo territorios sem pensar nas conseguências, isso ainda acontece hoje e muito!
    E meu "amigo" quando usar a palavra cristão, com ou sem aspas, novamente para se referir a alguém, se coloco no seu lugar e veja se gostaria de ser julgado desta mesma forma por alguém só por ter feito um comentário. Você provavelmente nunca cooperou em nada neste mundo, ou muito pouco, acha que florestas desmatadas não tem importancia porque daqui uns anos vocês nem estara mais aqui mesmo, morto por um cancêr qualquer, que teve a cura perdida quando extinguiram alguma expécie de planta ou animal que poderia ser a chave da cura.

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  4. É óbvio que a interferência humana tem muito a ver com isso. Algumas espécies se extinguiram há milhões de anos em concorrência com outras ou com o clima e terreno inóspito. O que acontece hoje é a mesma coisa. Nós alteramos o terreno e o clima (com o desmatamento) e competimos com as espécies, as "empurrando" cada vez mais para territórios reduzidos ou que não eram delas...

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  5. o ser humano e muinto egoista so pesa no dinheiro esses animais soa lindos e infelismente eles nao existem mais emuintos outors animais serao extintos no mundo como a arara azul a maior ave de bico torto do mundo e como orgulho e originaria da nossa AMAZONIA o mico leo dourado ou o mico leao da cara dourada o jacare de papo amarelo a tartaruga marinha a araponga o peixe boi a jaguatirica gato maracuja tamandua bandiera onça pintada tutu canastra lobo guara gato do mata pequeno cervo do pantanal e isso que o brasil tem o maior ecosistema do mundo

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  6. De um ponto de vista extremamente humano, não nos damos conta do tamanho da devastação causada, me surpreendo quando vejo ou leio uma matéria como essa, logo cai no esquecimento e assim deixa de ser importante, e uma pena mas e realidade, falamos muito e fazemos muito pouco, ou seja as especies estão de fato condenadas....inclusive a raça humana.

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