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14 de nov de 2009

O SAPE congolês, ou pessoas elegantes do Congo (20 fotos)

Podemos ouvir regularmente sobre o Congo, mas em geral, são histórias tristes. Então, para mudar, vamos falar sobre algo que eu nunca ouvi falar antes de hoje: SAPE!
SAPE: "Sape" é o calão francês para trapos ou vestuário (in Le Robert). Mas no Congo, desde há algumas décadas, que "sape" representa um movimento de culto de moda e quem o pratica afirma que " estabelecem a sua identidade e auto estima pelo que vestem". O problema é que este culto assenta em peças de roupa ou adereços caríssimos e quem os compra não tem emprego, nem casa ou carro e todo o dinheiro que obtém (lícito ou ilícito) é canalizado para adquirir peças de estilista, algumas de gosto duvidoso. A compra pode ser a vista ou a prestações.

Ser "sape" é então uma filosofia de vida, é viver para as aparências, é vestir roupas caras, independentemente de haver ou não dinheiro para comer. O movimento "sape", não é um exclusivo da Republica Democrática do Congo. O futuro aeroporto da Ota e o TGV, num país que tem edifícios públicos (veja-se o Hospital da Guarda) com graves problemas a precisarem de obras ou de substituição, são sinais claros do movimento "sape" em Portugal. A época natalícia é também um bom exemplo da filosofia de consumo "sape" que há em todos nós.

Você pode ver as pessoas da SAPE no Congo e em toda parte, é fácil reconhecê-los porque eles têm uma regra importante - um homem tem que ser elegante!
Um verdadeiro membro da SAPE é um cavalheiro e um pacifista.
Eles se consideram artistas e são respeitados e admirados por toda a comunidade.
Eu acho que é estranho, mas, novamente, a cada um o seu próprio ...




















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