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16 de fev de 2011

Queimadas vivas ou...Burning Alive III...

A notícia é antiga, mas, como não me lembro de ter postado aqui, segue...
Uma multidão descontrolada queimou vivas 15 mulheres acusadas de bruxaria, no oeste do Quénia. Dezenas de pessoas tomadas pela fúria foram de porta em porta no lugarejo que fica a 300 km a oeste de Nairóbi, prendendo as vítimas antes de as queimar. ”É inaceitável. As pessoas não podem fazer justiça por si mesmas porque suspeitam de alguém” – foi a manchete de um jornal local.
Dezenas de pessoas acusadas de bruxaria foram assassinadas no oeste do Quénia nos anos noventa. Na região, corria o boato de que essas pessoas atraíam o azar e tornavam as pessoas canibais, surdas, mudas ou sonâmbulas. A região passou a ter a reputação de ser uma “área de bruxas”.
O pastor Enock Obiero teve a esposa assassinada pela multidão. “A minha filha me disse não saber onde a mãe dela estava e achou que ela fugiu de casa. Eu mesmo procurei e não encontrei. Parece que ela nunca saiu de casa e deve ter morrido queimada”, disse o pastor diante das cinzas que restaram de sua casa. Cerca de 30 casas foram incendiadas. O governo reforçou o policiamento na área para evitar ataques de vingança. Religiões tradicionais africanas, cristianismo e islamismo convivem pacificamente no Quênia, mas existem muitos problemas por suspeitas de feitiçaria, principalmente na região oeste do país. A região tem uma tradição de curandeirismo. De acordo com testemunhas, a maioria das vítimas eram quenianas entre 70 e 90 anos, embora uma delas tivesse cerca de 40 anos. Em 1993, oito idosas de Kisii também foram acusadas de bruxaria e queimadas até a morte por multidões.

Vídeo com cenas fortes:
 

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